União de Freguesias do Alandroal

A União das Freguesias de Alandroal é uma entidade administrativa situada na região do Alentejo. Formada pela união de várias freguesias, foi criada em 2013 durante uma reforma administrativa que visava simplificar a estrutura do governo local e otimizar a gestão de recursos. A união incluiu as freguesias de Alandroal, Mina do Bugalho, Juromenha e Rosário.
Historicamente, o Alandroal é uma área rica em património cultural e histórico, com marcos que datam da Idade Média. A união das freguesias visou melhorar a gestão local, consolidando recursos e serviços.
As freguesias que compõem a União das Freguesias do Alandroal, como o próprio Alandroal, e outras localidades vizinhas, partilham uma identidade comunitária forte, refletida nas suas tradições e festividades.
Hoje, a União das Freguesias de Alandroal trabalha para promover o desenvolvimento social e económico da região, mantendo viva a cultura local e respondendo às necessidades da população.
História do Concelho e Freguesia

O Alandroal foi fundado em 1298 por D. Lourenço Afonso, Mestre de Avis, e em 1486 recebeu foral. Nas terras deste concelho crescem aloendros, ou alandros, cuja madeira é usada no artesanato local, e daí a origem do topónimo.
Como acontecimento de destaque, merece referência a explosão de um armazém de pólvora, ocorrida a 14 de janeiro de 1659, que causou vários mortos, na generalidade estudantes universitários de Évora, capitaneados pelo jesuíta Pe. Francisco Soares, e que estavam a substituir o exército que lutava pela vitória na Batalha das Linhas de Elvas.
No que se refere ao património histórico e monumental, salienta-se o Castelo de Alandroal, onde se destacam a porta flanqueada por torres e um arco em ferradura, de mármore da região; o Castelo de Terena, formado por recinto amuralhado, com cubelos, torre de menagem e duas portas, uma flanqueada por torres; a Fortaleza de Juromenha, cujas obras abaluartadas foram construídas durante a Guerra da Restauração e fizeram descer as linhas defensivas até uma relativa proximidade do rio Guadiana, sendo uma linha fronteiriça natural. Das ruínas existentes destacam-se a antiga Câmara e a Casa do Senado.
O Santuário de Nossa Senhora da Assunção da Boa Nova tem um significado patriótico e religioso. Em 1340 os Mouros invadiram a Andaluzia, e a rainha, mulher de Afonso XI de Castela, mandou ali construir a atual igreja, pela ajuda que o rei prestou ao genro Afonso IV, na batalha do Salado. É um templo gótico do século XIV, ameado e com matacães. Está classificado como monumento nacional. Os numerosos vestígios megalíticos são também dignos de referência.
O concelho de Alandroal, localiza-se no distrito de Évora, em pleno Alentejo Central, sendo servido pelas EN 373 e a EN 255, geograficamente, faz fronteira com Espanha através da margem direita do Grande Lago de Alqueva, e abrange uma área de aproximadamente 545 km2 repartidos por quatro freguesias. Destacando-se a presença de um vasto património, com relevância histórica, religiosa e cultural, o qual denota a sua genuinidade e tipicismo através das suas construções em Xisto, é palco de ricas tradições, entre as quais os cantares dos Reis, a elaboração de pratos tradicionais relacionados como o peixe do rio, a feitura de peças de artesanato em madeira de ALANDRO.

Rosário
Rosário é uma aldeia da atual União de freguesias de Alandroal (Nossa Senhora da Conceição), São Brás dos Matos (Mina do Bugalho) e Juromenha (Nossa Senhora do Loreto), no Município de Alandroal, no Distrito de Évora.
Foi sede de uma freguesia extinta do concelho do Alandroal.
Embora se desconheça a data exata da sua fundação, sabe-se documentalmente que já existia no ano de 1588. A freguesia esteve desde sempre integrada no município do Alandroal e confrontava a este, com o antigo concelho de Juromenha e oeste e sul com o antigo concelho de Terena.
A freguesia foi extinta nos primeiros anos do século XX, tendo sido integrada na freguesia de Nossa Senhora da Conceição (Alandroal). Conserva-se a igreja paroquial de Nossa Senhora do Rosário, cuja construção foi iniciada no século XVI.

Mina do Bugalho
Até cerca de 1836 pertenceu ao extinto concelho de Juromenha. A aldeia foi formada por causa das antigas minas. E o lugar onde se localiza a igreja paroquial, as casas paroquiais, o cemitério da localidade, entre outras.
Esta terra chama-se Mina do Bugalho porque havia minérios, por isso se construíram minas.
Os mineiros moravam na herdade do Bugalho, construíram casas (primeiro a rua dos Quartéis) e formaram uma aldeia com o nome Mina do Bugalho.
Os minérios explorados eram a pirite, o cobre, o enxofre, o volfrâmio, a prata e ouro, mas estes havia em poucas quantidades.
O minério explorado servia para exportação e servia também para segurar as necessidades do país. Estes minérios deixaram de ser explorados há mais ou menos cem anos. A parte antiga da aldeia situa-se num vale, donde se pode ver um imponente palacete, neste viviam os donos e engenheiros das minas. Esta parte antiga é formado por diversas ruas e largos, mas o largo principal (o centro da aldeia) o largo de São Brás onde se localiza o grandioso arco, aí se pesava o minério. No largo encontra-se também o edifício da junta de freguesia, antigo armazém do minério. No mesmo local está o monumento a São Brás, padroeiro da população. Nesse mesmo local localizam-se outros monumentos importantes.

Juromenha
Juromenha foi sede de concelho, extinto em 1836, sendo que dele faziam parte as freguesias de Juromenha, São Brás dos Matos e Vila Real, (esta última, desde 1801, de facto mas não de jure).. (situada para lá do Guadiana, é administrada por Espanha, integrando o município de Olivença).
O concelho de Juromenha tinha, em 1801, 823 habitantes.
São antigas as origens de Juromenha, que ocupou a honrosa função de sentinela do rio Guadiana, que corre a seus pés.
Foi conquistada aos mouros (então com o nome de Julumaniya, que por uma leitura imprópria do árabe foi transcrita por alguns historiadores como Chelmena) por D. Afonso Henriques, em 1167. Entrou depois nos domínios da Ordem de Avis, a quem foi doada pelo rei D. Sancho I. Nela decorreram alguns episódios importantes durante as guerras da Restauração (século XVII) e Peninsular (século XIX). Fez parte da diocese de Elvas até 1882, data em que a mesma foi extinta. Após a sua anexação no concelho do Alandroal, Juromenha iniciou um processo de declínio, acentuado na década de 1920, quando a população abandonou totalmente o espaço intramuros, desenvolvendo-se o arrabalde em torno da ermida de Santo António, que é hoje o núcleo fundamental da vila.
Lendas e Tradições
Ermida de S. Bento (Alandroal)

A data da sua fundação permanece um mistério. No entanto, uma lenda chegou aos nossos dias ligando a sua construção a um eremita, João Sirgado, que se deslocava todos os dias ao local para orar a S. Bento da Contenda. Este terá livrado a vila do efeito mortífero da peste de 1580, tendo em sua homenagem sido construída a ermida que ficou com o seu nome.
Juromenha

Diz a lenda que um rico Godo, desejando ter herança e amores não correspondidos com sua irmã Mégnia ou Menha, resolveu prendê-la no castelo, no intuito de a convencer. A isso sempre se recusou a jovem dizendo: Jura Menha que não… Ainda hoje uma das torres do castelo tem a denominação de torre da Menha, por supostamente ali ter estado presa a dita donzela.
Fonte do Alandro (Mina do Bugalho)

Esta fonte situa-se junto a uma ribeira que corre a um quilómetro da aldeia. Foi-lhe atribuído este nome porque as pessoas, para beberem água dela, teriam que utilizar uma folhinha colocada na bica, de seu nome alandro, sendo essa a explicação para o nome da fonte. Diz-se ainda que nessa fonte está enterrada uma panela com objetos valiosos e junto da panela encontra-se uma cobra. Quem conseguir ir sozinho à meia-noite e escavar no local onde se encontra a cobra, deixando que ela lhe chegue à testa, pode levar o que a panela contém. Se acontecer o contrário (não deixando que a cobra lhe chegue a testa, ou recusar nesse momento e tentar fugir), a pessoa será atacada e destruída pela mesma cobra.
Lenda de São Brás (Mina do Bugalho)

Reza a lenda que São Brás vivia numa gruta, paredes meias com meia dúzia de casas a que davam o nome de Bugalho.
Conhecido no meio, por fazer curas milagrosas a doenças da garganta, passou a ser venerado pelos aldeões como sendo um Santo Milagroso.
Após o seu desaparecimento, quis o povo erguer uma capela em sua memória junto da população.
Os pedreiros iniciaram a obra no local previamente determinado, porém ao segundo dia, ao chegarem ao local, todas as suas ferramentas tinham desaparecido. Foram encontradas no meio do mato, a cerca de três quilómetros da povoação. Toda a gente estranhou o sucedido, no entanto, o projecto da capelinha tinha que seguir. Assim sendo os pedreiros voltam a fazer mais uma parede e a história do desaparecimento das ferramentas voltou a repetir-se na manhã seguinte tendo estas sido encontradas novamente no meio do mato.
Após alguma insistência em erguer a Igreja junto da população,o povo foi obrigado a desistir e a construí-la no exato local, no meio do mato, onde as ferramentas eram encontradas dia após dia concluindo-se assim que o Santo queria a sua capela no meio do montado rodeada de matos.
Assim, o Santo Padroeiro da Aldeia passou a chamar-se São Brás dos Matos